A Prefeitura de Pedro de Toledo, em parceria com o Sebrae-SP, iniciou um projeto de transformação social e ambiental após a desativação do lixão municipal. O programa Rota da Reciclagem está atuando na formalização e qualificação de dez famílias que antes dependiam do descarte irregular, organizando-as agora em uma cooperativa de catadores profissionalizada.

O objetivo da ação é integrar esses trabalhadores ao sistema de coleta seletiva do município, promovendo a economia circular e garantindo que a cidade cumpra as diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Inclusão e Gestão Profissional

O suporte do Sebrae-SP divide-se em duas frentes: o apoio técnico à gestão pública e a capacitação direta dos trabalhadores. Segundo o consultor de negócios Anderson Lima, a instituição assessora a Prefeitura na identificação de gargalos jurídicos e técnicos para a implementação da coleta seletiva eficiente.

Já para os catadores, a jornada é focada na transição do trabalho autônomo para o modelo cooperativista.

  • Capacitação: O programa oferece 352 horas de consultoria.
  • Monitoramento: Acompanhamento por 12 meses para garantir a saúde financeira da nova cooperativa.
  • Temáticas: Planejamento financeiro, segurança no trabalho e gestão administrativa.

De Catadores a Agentes Ambientais

A consultora Thays Magalhães da Silva, responsável pela qualificação, ressalta que o primeiro desafio é a mudança de percepção sobre o ofício. "Eles desempenham uma função fundamental reduzindo o volume de materiais que vai para os aterros, mas ainda enfrentam marginalização e falta de locais adequados", pontua.

O projeto busca elevar o status desses profissionais a agentes ambientais, oferecendo infraestrutura para triagem e armazenamento, além de sensibilizar a população sobre a importância da separação correta dos resíduos em residências e empresas.

Cidade Empreendedora

A iniciativa faz parte do programa Cidade Empreendedora, do Sebrae-SP, que foca no fortalecimento de políticas públicas voltadas à sustentabilidade e resiliência climática. Ao transformar o lixo em fonte de renda formal, o município não apenas resolve um passivo ambiental, mas estimula o desenvolvimento econômico local.

 

Fotos: Sebrae-SP