A cidade de Registro recebeu no dia 26 de fevereiro de 2026, o primeiro encontro do Projeto Azul. Uma iniciativa artístico-pedagógica voltada a adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Idealizado pela artista e diretora audiovisual Kenia Tognetti e pela dançarina e arte-educadora Dani Sant, o projeto propõe o uso do audiovisual e da expressão corporal como caminhos para desenvolver autonomia, criatividade e novas formas de comunicação. Contemplada com o recurso da Lei Aldir Blanc 2025, o projeto amplia o acesso à arte e fortalece práticas inclusivas no município.

Desenvolvido no CAPS Infantil de Registro, o Projeto Azul reuniu mais de 17 jovens ao longo de mais de seis encontros, onde foi promovido um espaço de troca, vivências e criação artística. As atividades foram estruturadas a partir de dois eixos principais: a expressão corporal e a linguagem audiovisual, explorando o movimento e a imagem como formas legítimas de comunicação.
A metodologia priorizou a escuta ativa, o acolhimento e o respeito ao tempo de cada participante. Os encontros foram conduzidos de forma flexível, considerando interesses individuais e incentivando a construção de processos criativos próprios. Nesse contexto, o aprendizado ultrapassou o aspecto técnico, contribuindo diretamente para o fortalecimento da identidade e da autoconfiança dos adolescentes.

O Projeto Azul se consolida como uma iniciativa relevante no Vale do Ribeira ao propor um ambiente acessível, sociável e artístico, onde diferentes formas de expressão são reconhecidas e valorizadas. Durante o processo, os participantes foram estimulados a transformar experiências e percepções em produções autorais, ampliando suas possibilidades de comunicação e interação social.

Os encontros do Projeto Azul foram encerrados no dia 09 de abril, marcando a finalização do ciclo formativo com os jovens participantes. No entanto, a iniciativa terá continuidade com a realização de uma exposição final, que irá apresentar ao público as obras desenvolvidas ao longo do projeto, ampliando a visibilidade das produções e das narrativas construídas durante os encontros.
Mais do que um curso, o Projeto Azul se firma como uma ação de impacto social ao promover inclusão cultural e ampliar a presença de jovens neurodivergentes em espaços de criação. A iniciativa reforça a importância de políticas públicas, como a Lei Aldir Blanc, no incentivo a projetos que democratizam o acesso à cultura e fortalecem a produção artística local.