A Justiça determinou a suspensão imediata da greve dos servidores municipais de Registro, no interior de São Paulo, no final da tarde desta segunda-feira (30). O movimento havia começado nas primeiras horas do dia, após semanas de negociações sem acordo entre a categoria e a Prefeitura. A decisão judicial atendeu a um pedido da administração municipal, que alegou que a paralisação não apresentava as garantias legais para manter serviços essenciais à população.

Foto: Sesary Roberto Oliveira
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Reivindicações

O impasse central é econômico. Os servidores pedem uma recomposição salarial para cobrir perdas acumuladas, aumento no vale-alimentação e melhores condições de trabalho. O tema vinha sendo debatido na Câmara Municipal e em entrevistas de rádio na região ao longo das últimas semanas.

A Prefeitura de Registro afirma que já concedeu um reajuste de 4,44%, valor baseado no índice oficial da inflação. Por outro lado, representantes da oposição e do sindicato dizem que o município tem recursos em caixa para uma proposta melhor e questionam o aumento de gastos com cargos comissionados (de confiança) em vez de investir nos servidores de carreira.

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Adesão e impacto nos serviços

De acordo com um balanço oficial divulgado pela Prefeitura, a adesão à greve foi parcial, atingindo cerca de 10% do quadro total de funcionários. O levantamento detalha como os setores funcionaram ao longo desta segunda-feira:

  • Saúde: 99% de funcionamento (atendimento quase total nas UBSs);
  • Assistência Social: 91% de funcionamento;
  • Educação: 81% de funcionamento (setor com maior impacto em creches e escolas);
  • Demais setores: 100% de funcionamento.

Para evitar prejuízos aos moradores, o governo municipal informou que realizou o remanejamento de equipes e organizou escalas de trabalho para manter os atendimentos básicos.

Foto: Sesary Roberto Oliveira

Decisão judicial e continuidade

A liminar que suspendeu a greve reconhece que a paralisação colocava em risco a continuidade de serviços básicos e não cumpria requisitos da lei de greve. Com essa ordem, os servidores devem voltar aos seus postos de trabalho para evitar punições legais.

As Secretarias de Governo e de Administração afirmam que o canal de diálogo com o sindicato continua aberto. Agora, a expectativa é pela resposta da categoria, que deve decidir se recorre da decisão na Justiça ou se busca novas formas de negociação para garantir as reinvindicações.

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