Duas ilhas separadas por milhares de quilômetros se encontram no palco do Sesc Registro no dia 29 de outubro. O espetáculo teatral “Shima-Açu” aproxima histórias e manifestações culturais da Ilha de Okinawa, no Japão, e da Ilha do Marajó, no Pará, em uma montagem construída a partir das memórias e experiências de artistas ligados aos dois territórios. A apresentação começa às 20h, no Teatro do Sesc Registro.

 

Criado e interpretado por Liana Yuri Shimabukuro e Milton Aires, o trabalho nasceu da amizade entre os artistas e da percepção de pontos de encontro entre suas próprias trajetórias. Liana carrega referências relacionadas à cultura japonesa e a Okinawa, enquanto Milton Aires nasceu em Ponta de Pedras, na Ilha do Marajó, no Pará.

A partir dessas experiências, a peça constrói uma ponte entre tradições, memórias familiares e saberes transmitidos entre gerações, explorando também temas como identidade, pertencimento, deslocamento e ancestralidade.

 

Nome do espetáculo traduz encontro entre os territórios

 

A própria palavra “Shima-Açu” representa a proposta da montagem. “Shima” significa “ilha” em japonês, enquanto “açu” tem o sentido de “grande” em tupi-guarani. A união dos dois termos cria simbolicamente uma “grande ilha”, espaço imaginário onde as histórias de Okinawa e Marajó podem se encontrar.

Embora estejam em lados distintos do planeta, as duas ilhas apresentam elementos que ajudam a construir a dramaturgia. Histórias familiares, lendas, mitos de origem e a relação das comunidades com seus territórios aparecem como caminhos para aproximar universos que, inicialmente, poderiam parecer distantes.

A montagem também utiliza elementos como origamis, livros pop-up, rituais relacionados ao chá, movimentos corporais e a figura simbólica da cobra, presente em narrativas das duas culturas. Esses recursos se transformam em parte da linguagem cênica e ajudam a conduzir o público pelas memórias apresentadas no palco.

 

Memória e ancestralidade conduzem narrativa

 

Além de apresentar elementos das culturas japonesa e amazônica, “Shima-Açu” propõe uma reflexão sobre a preservação das histórias familiares e coletivas.

A dramaturgia aborda as lacunas deixadas por histórias que não foram registradas ou que se perderam com o passar das gerações. A partir da fabulação e das experiências pessoais dos artistas, a peça reconstrói essas memórias e cria novas formas de conexão com os antepassados.

 

A direção é de Daniel Viana, que também assina a dramaturgia com base em textos autorais do elenco. A direção musical é de Victor Kinjo, e a trilha sonora original foi criada por Victor Kinjo e Edu Colombo.

O processo de criação do espetáculo começou em 2022 e passou por diferentes etapas de pesquisa e desenvolvimento antes de chegar aos palcos. Desde então, a montagem já integrou programações culturais e temporadas do Sesc São Paulo.

 

Apresentação integra programação de outubro

 

Em Registro, a apresentação integra a agenda cultural de outubro do Sesc, que reúne atividades de música, teatro e outras linguagens artísticas.

 

A presença de uma obra que estabelece diálogo com Okinawa também ganha um contexto particular no município, onde a imigração japonesa ocupa espaço importante na formação histórica e cultural local.

“Shima-Açu” será apresentado na quinta-feira, 29 de outubro, às 20h, no Teatro do Sesc Registro. Os ingressos podem ser consultados e adquiridos pelos canais da Rede Sesc.

 

Serviço

 

Shima-Açu | Espetáculo teatral
Data: 29 de outubro de 2026
Horário: 20h
Local: Teatro do Sesc Registro
Endereço: Avenida Prefeito Jonas Banks Leite, 57, Centro, Registro
Ingressos: disponíveis pelos canais da Rede Sesc

 

FONTE: Sesc São Paulo, programação do Sesc Registro e informações de divulgação do espetáculo Shima-Açu.