As plantações de chá de Registro se transformaram em percurso esportivo no último domingo (11), durante a segunda edição da Ridere Run – Desafio Amaya Chás. Realizada na Fazenda Amaya Chás, a prova propôs uma experiência fora do asfalto, combinando atividade física, paisagem rural e um dos elementos que fazem parte da história agrícola e cultural do município.
A organização havia registrado 490 participantes para a edição de 2026, número próximo ao dobro do registrado no primeiro evento, realizado no ano passado. O percurso passou pelo chazal da propriedade, cercado por áreas de Mata Atlântica.

Esporte dentro das plantações de chá
A principal prova teve percurso de 7 quilômetros em terreno off-road, com trechos por estradas de terra e áreas da propriedade rural. A programação também contou com caminhada de 3 quilômetros e uma atividade Kids de 400 metros, voltada às crianças.
Até os pontos de hidratação foram incorporados à temática do evento. Além da estrutura tradicional para os atletas, o percurso ofereceu chá verde aos participantes, reforçando a relação da corrida com a produção desenvolvida no local.
A programação ainda incluiu praça de alimentação e música, além da entrega de medalhas aos participantes e troféus aos melhores colocados nas categorias da corrida. O evento também promoveu uma arrecadação de itens destinados ao Grupo de Proteção aos Animais (GPA), que atua no Vale do Ribeira.


Evento marca os 90 anos da Amaya Chás
A edição de 2026 também integrou as comemorações pelos 90 anos da Amaya Chás. A produção de chá possui uma relação histórica com Registro e com a presença da imigração japonesa no Vale do Ribeira, responsável pela introdução e desenvolvimento de técnicas de cultivo da Camellia sinensis na região.
Ao levar os participantes para dentro da área produtiva, a corrida também aproxima o público dessa trajetória e apresenta o espaço rural a partir de uma experiência esportiva.
A região de Registro mantém uma ligação particular com a cultura do chá brasileiro. Atualmente, propriedades locais também integram roteiros e atividades que apresentam aos visitantes etapas de cultivo, colheita, processamento e degustação, fortalecendo a relação entre produção agrícola, memória e turismo rural.

Segunda edição amplia participação
A realização pelo segundo ano consecutivo indica um crescimento da iniciativa. Segundo informações divulgadas antes da prova, o número de participantes praticamente dobrou entre a edição de 2025 e a deste ano.
Além do aspecto esportivo, o formato chama atenção para possibilidades de ocupação turística das áreas rurais de Registro, utilizando características próprias do território como parte da experiência oferecida aos participantes.
FONTE: Conexão Agrovale e organização da Ridere Run.