O homem acusado de estuprar e matar a estudante Ianca Victoria de Oliveira Silva, de 19 anos, é julgado nesta quarta-feira (12) pela Justiça de São Paulo. O crime aconteceu em setembro de 2024, em Registro, no Vale do Ribeira, e ganhou repercussão após a jovem conseguir telefonar para o namorado e pedir ajuda momentos antes de desaparecer.

 

Ianca cursava Farmácia no Centro Universitário do Vale do Ribeira e foi vista pela última vez na noite de 11 de setembro de 2024, após sair da faculdade. Segundo relatos divulgados durante a investigação, a estudante ligou para o namorado por volta das 22h05. A chamada durou poucos segundos e indicava que ela estava em uma situação de perigo.

 

Amigos e familiares iniciaram buscas ainda naquela noite. O corpo da estudante foi localizado no dia seguinte, 12 de setembro, em uma área de mata no Jardim das Bromélias, a cerca de 1,5 quilômetro da instituição de ensino. A mochila da jovem também foi encontrada no local.

 

Investigação levou à prisão do acusado

 

O suspeito, que tinha 35 anos na época do crime, foi preso pela Polícia Civil no dia 23 de setembro de 2024. A investigação foi conduzida por equipes da Polícia Civil de Registro.

 

Segundo o delegado Marcelo de Freitas, responsável pela investigação, a polícia reuniu diferentes elementos durante as diligências, incluindo exames de DNA, imagens de câmeras de segurança e informações sobre os trajetos realizados pela vítima e pelo investigado na noite do crime.

Na época da prisão, a Polícia Civil informou ainda que o homem teria confessado informalmente o crime. A investigação permaneceu sob sigilo.

 

O laudo apontou que Ianca morreu por asfixia mecânica. Segundo informações divulgadas pela polícia durante as investigações, a jovem teria sido imobilizada por meio de um golpe conhecido como “mata-leão”.

 

Caso mobilizou Registro

 

A morte da estudante provocou comoção em Registro e também colocou em discussão as condições de segurança nas proximidades da instituição onde Ianca estudava. Após o crime, estudantes relataram preocupação com a iluminação e a segurança na região, principalmente durante a saída das aulas no período noturno.

 

Agora, quase dois anos após o crime, o caso chega à etapa de julgamento. O acusado responde perante a Justiça pelos fatos atribuídos a ele, e caberá ao Judiciário definir sua responsabilidade criminal.

 

 

Fonte: G1, com informações de reportagens publicadas durante a investigação do caso.